Estado recebe equipamentos de São Paulo para garantia de abastecimento hídrico

Como medida preventiva ao desabastecimento hídrico da Grande Aracaju, o governo do Estado, por meio da Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso), recebeu dois equipamentos enviados pelo governo de São Paulo. Foram recebidos dois flutuantes com conjuntos de moto-bombas, frutos da assinatura de um termo de empréstimo de equipamentos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A parceria foi celebrada entre o governador Jackson Barreto e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

De acordo com o diretor-presidente da Deso, Carlos Melo, a chegada dos equipamentos representa a antecipação do governo aos possíveis efeitos da estiagem. “Já instalamos os equipamentos para evitar qualquer problema. É uma antecipação, para que se tire qualquer risco de desabastecimento da Grande Aracaju. Com as reduções constantes da vazão do Rio São Francisco, as bombas existentes estão chegando ao limite. Caso venha a baixar mais o nível da água, as bombas recém-instaladas estão aptas a entrar em operação. A população pode ficar tranquila”, esclareceu.

Cada flutuante recebido conta com duas bombas, sendo que cada uma das bombas tem capacidade de bombeamento de mil litros por segundo. No total, os equipamentos são capazes de bombear 4 mil litros por segundo, atendendo com eficiência ao 1 milhão de habitantes que reside na região metropolitana (Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão). Os aparelhos, que foram utilizados durante a crise hídrica em São Paulo, ficarão à disposição da Deso por 180 dias, com possibilidade de extensão do prazo. A cessão do equipamento e demais materiais necessários para sua instalação, avaliados em R$ 1,023 milhão, ocorre sem custos para o Estado.

Atualmente, os flutuantes estão instalados no município de Propriá, unidade responsável pela distribuição da água para a Grande Aracaju. O transporte dos equipamentos foi feito pela Deso, em carretas. A Sabesp dispõe de assistência técnica para instalação e pré-operação dos equipamentos.

A vazão do Rio São Francisco é controlada pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). De acordo com Carlos Melo, a Deso vem se esforçando para se adaptar às medidas das duas entidades. “A Chesf e a ANA são responsáveis pela redução da vazão, enquanto nós estamos tentando nos adequar. Para se ter uma noção, a vazão mínima do rio é de 1300 m³ por segundo. Hoje, estamos operando com 550m³ por segundo. A perspectiva é de que haja redução no mês de novembro, e por isso estamos nos antecipando”, afirmou.

Histórico

Diante da possibilidade de crise hídrica na capital e regiões adjacentes, o governo do Estado, por meio da Deso, e a Sabesp iniciaram tratativas para a possibilidade de empréstimo de dois flutuantes com os conjuntos moto-bombas com vazão de 4 m³/s, em caráter emergencial e temporário a fim de que se evite o desabastecimento da Região Metropolitana de Aracaju. A videoconferência foi realizada no dia 21 de agosto, obedecendo aos termos da política de planejamento hídrico do governo de Sergipe.

 

Fonte: ASN

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*