Inimaginável: aperto de mãos entre Rede Globo e Evangélicos

silas-malafaia1Ocorreu nesta quarta-feira, dia 09, almoço entre o Pr. Silas Malafaia, da Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo e Amauri Soares, coordenador de Projetos Especiais da Rede Globo.Os encontros com os líderes evangélicos seguem uma agenda que teve início em 12 de novembro passado, quando Soares recebeu 17 deles no Projac, os estúdios do canal no Rio, onde já iniciaram discussões sobre a cobertura da Marcha para Jesus e de eventos em comemoração ao Dia do Evangélico e Dia da Bíblia.

 

O almoço tem como principal objetivo a discussão acerca de projetos de interesse comum entre a emissora e os evangélicos. Até o fim de janeiro, Soares também se reunirá com o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, que tem 35 templos no país e já atraiu para o seu rebanho familiares do apresentador Silvio Santos.

 

edson-celulari-em-minissérie-decadência“Nos últimos cinco anos, a Globo se aproximou desse público porque tem lhe conferido não somente peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor”, explica Karina Bellotti, doutora da Unicamp que estuda mídia e religião. Para ela, “é importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso, assim como o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a classe C”. No passado, o relacionamento entre Rede Globo e Evangélicos não era dos mais amistosos. Em sua minissérie Decadência, de 1995, o ator Edson Celulari interpretou o papel de um pastor sem escrúpulos e em toda a dramaturgia na emissora não se encontrava um personagem representante da classe evangélica com decência.

 

Com o objetivo de nortear melhor a formação de personagens evangélicos, no Projac, segundo a assessoria da Globo, os religiosos “manifestaram o interesse em falar sobre o perfil atual do evangélico brasileiro para autores e roteiristas”. Mas ainda há alguma resistência a inclusão de personagens religiosos por alguns escritores. Quatro autores procurados pela Folha de São Paulo se recusaram a falar sobre o tema. Silvio de Abreu foi exceção. “Sinto muito, nunca tratei de personagem religioso em nenhuma novela nem pretendo.”

 

Por: Luciana Domingos

Fotos: forumch.com.br (minissérie Decadência)

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Fonte: Folha de São Paulo.

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