PM apreende 74 pássaros silvestres em Dores

passarosA Polícia Militar de Sergipe, através do Pelotão de Polícia Ambiental (PPAmb), flagrou cerca de 74 pássaros silvestres sendo vendidos na feira livre que acontece todas as segundas-feiras, no município de Nossa Senhora das Dores, distante 72 quilômetros da capital sergipana. Os animais foram apreendidos na manhã desta segunda-feira, 17, durante uma operação desencadeada pelo Pelotão Ambiental nas feiras livres dos municípios do interior de Sergipe.

“As ações nos municípios sergipanos foram motivadas pelas inúmeras denúncias sobre o comércio de animais silvestres nas feiras livres, principalmente de pássaros. Essas ocorrências são repassadas ao Pelotão Ambiental, que efetua um cronograma de fiscalização semanal, inclusive nas cidades que possuem feiras na segunda ou quarta-feira”, informou cabo Paulo, comandante da guarnição que realizou as apreensões desta segunda-feira.

O militar informou que o comércio de pássaros é recorrente na feira de Dores e que, diariamente, chegam várias denúncias sobre pessoas oriundas de outros municípios e até do interior da Bahia, que comercializam animais na localidade. Assim, os policiais ambientais iniciaram a operação em Nossa Senhora das Dores e, em pouco mais de 30 minutos, apreenderam cerca de 74 pássaros silvestres.

Ao perceber a presença dos militares, tanto os traficantes de animais quanto os simples apreciadores dos pássaros evadiram-se do local, abandonando os cumbúculos, na tentativa de fugir do flagrante. Entre as espécies encontradas, as mais comuns foram os cabeços, cravinhos e caboclinhos.

O que chamou à atenção dos militares foi que, apesar da grande quantidade de pássaros encontrados, não foi encontrada nenhuma gaiola no local e sim cumbúculos, que são pequenos recipientes de madeira onde são armazenados de 10 a 15 pássaros, “o que demostra que a feira de Dores é frequentada apenas por comerciantes de pássaros, gente que tem nesta pratica ílicita uma atividade econômica bastante rentável”, acrescentou cabo Paulo.

Como ninguém foi detido no local, as aves foram apreendidas, catalogadas e soltas em uma área próxima à cidade de Pacatuba. O caso foi atendido pela guarnição composta pelo cabo Paulo, soldados Vinícius e Erick

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