Policial Militar é acusado de torturar jovem no Rosa Elze

video-da-agressaoJovem acusa Cabo da Policia Militar de Sergipe de pratica de abuso de autoridade, espancamento e tortura.

O fato ocorreu por volta das 15h30, do último sábado, dia 07, na Rua Oracio Souza Lima, 390, Bairro Rosa Elze no município de São Cristovão-SE. Quando o jovem Vandson Silva de Jesus, de 24 anos, estava na casa de um colega participando de uma comemoração de um aniversário.

O rapaz relatou na manhã desta segunda-feira, dia 09, no Programa Liberdade Sem Censura da Liberdade FM, que ele e os demais amigos foram surpreendidos pela chegada de uma viatura policial composta pelo Soldado Vieira e os Cabos Ildo e Fernandes que ao chegarem disseram que haviam recibo uma denúncia anônima de trafico de drogas.
“Eu tava de costas para viatura quando eles chegaram “mão na cabeça,mão na cabeça…Eu me virei e pedir calma,calma..Fui para parede e o soldado Vieira me revistou, ai o soldado me revistou e eu dei uma olha para trás, ai cabo Fernandes disse : olhe para frente traficante, ai eu disse tenha calma que eu não sou traficante. Foi quando “recebi uma coronhada de metralhadora na cabeça”, declarou Vandson.

“Com a pancada na cabeça cair e fiquei tonto, e ele continuou a me agredir fisicamente com chutes, pontapés e coronhadas de metralhadora nos braços, pernas e costas. Eles iam embora, quando eu disse: me prenda! Já tiraram a minha honra mesmo. Ele me algemou e foi me batendo até o carro e me jogou dentro da viatura. Ele foi me batendo do Rosa Elze até o posto policial do Conjunto Eduardo Gomes ( PAC). Chegando lá, me tirou da viatura batendo e começou a me torturar com tapas na cara e que iria arrancar os meus testículos se eu não confessasse onde estava a droga”, relata Vandson Silva.

“Depois que chegou um amigo de prenome Henrique, que conhecia o cabo também, foi quando ele parou de me bater. Meus familiares chegaram ao PAC ai ele foi até o alojamento e ralou o próprio rosto para simular uma agressão praticada por mim”, diz.

Após algumas conversas, os policiais resolveram conduzir o jovem até a Delegacia Plantonista (DEPLAN), e lá! Prestaram depoimentos e foram liberados.

O jovem disse ao repórter Marcos Couto, que irá até as últimas instancias, pois o caso requere uma apuração e punição dos culpados. A assessoria de comunicação da Policia Militar, disse no Liberdade Sem Censura, que o Comando Geral da PM, irá apurar os fatos e posteriormente irá se pronunciar.

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