Delegado diz que teve que algemar subgerente da Ricardo Eletro; corregedor preside inquérito

Vendedor_Ricardo_EletroOntem à noite, prendeu sosubgerente da loja Ricardo Eletro, no Shopping Jardins, em Aracaju. Insatisfeito porque comprou uma geladeira, que apresentou problemas, o delegado foi à loja e tentou receber de volta o dinheiro pago pela geladeira. Depois de insistir para ter o dinheiro de volta, e ouvir a resposta negativa de Moisés

Torres, empregado da loja, o delegado Leógenes Correia puxou uma pistola e algemou o subgerente. Segundo Moisés, depois que o subgerente informou que só podia devolver a quantia paga na manhã desta sexta-feira, 25, o delegado saiu e voltou à loja, quando algemou e o prendeu. DEVOLUÇÃO DO DINHEIRO Moisés informou ao repõrter Marcos Couto, da Rede Ilha, que o delegado disse que queria o dinheiro naquele momento, por volta das 21h30, e não no dia seguinte.

Corregedor_da_CivilVERSÃO DO DELEGADO Ouvido pela Rede Ilha, o delegado disse que foi vítima de agressão física e de injúria, dentro da loja. Segundo o delegado, não houve dolo ao danificar alguns aparelhos: “O que fiz, foi ao me defender das agressões que sofri dentro da loja”

CORREGEDORIA O corregedor da Polícia Civil, Frederico Murici, disse, na Rede Ilha, que o subgerente, de sobrenome Alves, declarou que foi vítima de abuso de autoridade. Ao corregedor, o delegado disse que foi vítima de injúria e que o subgerente resistiu à prisão. O corregedor foi à Delegacia Plantonista. Ninguém ficou preso. O secretário de Segurança Pública, João Eloi, determinou ao corregedor apuração imediata do envolvimento do delegado no episódio. INQUÉRITO * Da assessoria de imprensa da SSP O corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Frederico Muricy, irá presidir o inquérito policial sobre episódio envolvendo o delegado Leógenes Correia e o gerente de uma loja de eletroeletrônicos em um shopping de Aracaju.

 O fato chamou a atenção de clientes na noite desta quinta-feira, dia 24, e demandou uma atenção especial da instituição. Frederico conversou nesta sexta-feira, dia 25, com repórteres de diversos veículos de comunicação e explicou o procedimento adotado para esclarecer o caso. “Assim que tomei conhecimento do caso eu me dirigi à Delegacia Plantonista para acompanhar a oitiva dos envolvidos, que foi feita pelo delegado Washington Okada”, informou.

 Segundo o corregedor, havia uma contradição de versões do delegado, do gerente e dos demais funcionários do estabelecimento. “O delegado alegou que foi injuriado e deu voz de prisão ao gerente, que resistiu e fez com que fosse, segundo ele, necessário sacar a pistola para conseguir algemar o suposto acusado, já que seguranças da loja teriam tentado impedir o delegado e ele teria se sentido ameaçado”, relatou. Corregedor Frederico Muricy No entanto, Muricy explicou que os seguranças e o gerente deram informações diferentes. “Eles disseram que não injuriaram o delegado e que este, sim, estava exaltado, e que agiu com abuso de autoridade”, comentou.

Ainda de acordo com o delegado-corregedor Frederico Muricy, a princípio o delegado plantonista Washington Okada interpretou que seria necessário confeccionar um termo circunstanciado com reciprocidade de condutas, mas que diante da gravidade do caso, e por determinação da superintendente da Polícia Civil, delegada Katarina Feitoza, ele avocou para a Corregedoria a apuração e instaurou um procedimento específico.

 “Como já haveria que se instaurar um procedimento na Corregedoria, eu entedi por bem avocar o procedimento da Delegacia Plantonista para que os depoimentos servissem como peça inicial do inquérito”, acrescentou.

 O corregedor explicou ainda que o delegado colocou a injúria como o motivo de ele dar voz de prisão ao gerente (e não a discussão a respeito do direito do consumidor, já que eles se desentenderam a respeito de defeitos apresentados por geladeira adquirida na loja) e que não será necessário afastar o delegado de suas funções, por não ver, inicialmente, formas de ele prejudicar a apuração dos fatos (já que o delegado Leógenes Correia atua no interior do estado). “Precisamos identificar se o gerente praticou crime ou não. Se ele não praticou, o delegado teria agido com abuso de autoridade, ente outros aspectos”, resumiu.

 Por : NEnoticias/

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