Denúncia anônima leva Adema a encontra no bairro Industrial ácido usado durante o holocasto contra os judeus

Uma denúncia anônimo levou agentes da Defesa Civil Municipal, Corpo de Bombeiros e a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), a interditar nesta sexta-feira (15), uma oficina veicular situada no bairro Industrial, Zona Norte da Capital,  com dois toneis contendo ácido cianídrico.

A retirada do produto, que pode provocar risco às pessoas, mobilizou do Corpo de Bombeiros, que interditou o local e acionou à Adema, que mobilizou a retirada do material através da empresa responsável pela sua fabricação.

Segundo o analista ambiental da Adema, Jamiel Menezes, os toneis que continham o produto estavam corroídos, sendo um deles perfurado. “Segundo o atual proprietário do estabelecimento, o material foi abandonado pelo antigo dono do local, e estava lá há mais de 20 anos. O nível de ácido aceitável do produto é de 4.5 e, ao chegarmos no local, constatamos o nível de 10. Em ambiente confinado, a tendência é piorar. Mas, já foi realizada a retirada do material, averiguamos novamente os níveis e não há mais identificação do produto no local”, detalhou.

Riscos do Ácido cianídrico

Conhecido pelo seu uso letal durante o holocasto contra os judeus, na Segunda Guerra Mundial, o ácido cianídrico encontrado no bairro Industrial representava menor risco, pois estava em sua forma salina. Apenas em contato com a água, o ácido passa por reação química e pode se tornar fatal.  A Adema trabalha com a hipótese de que o material era utilizado pela antiga empresa instalada no local, onde funcionava uma fábrica para processamento de plástico e fibra. O órgão promoverá uma investigação para apurar os responsáveis pelo abandono do produto.

A empresa Proquigel foi acionada pela Adema para fazer a coleta, transporte e destinação final do produto.  O local já está liberado, todo o produto encontrado está devidamente embalado e agora irá para o seu destino final, que é a unidade da Proquigel na Bahia. O material será incinerado por uma empresa especializada e registrada no órgão ambiental, por onde será emitido um laudo, a ser enviado para a Adema daqui de Sergipe”, informou o técnico em segurança da Proquigel, Glauber Rosemberg.

A Defesa Civil recomenda que, encontrando produtos perigosos, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros, através do telefone 193.

 

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