Patrões e empregados do comércio e serviços têm primeira rodada de negociação com mediação da Superintendência do Trabalho

Os trabalhadores e as trabalhadoras do comércio e serviços tiveram a primeira rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2020 sob a mediação da Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego – SRTE. A reunião ocorreu nessa segunda-feira, 3, na sede do órgão, em Aracaju. Este ano, houve a unificação da pauta de reivindicações – o documento aprovado pelas assembleias da categoria e entregue ao setor patronal ainda novembro último.

Para Ronildo Almeida, presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), apesar da ausência de parte do empresariado, a reunião foi positiva e os trabalhadores estão esperançosos de que as negociações para o fechamento da Convenção Coletiva deste ano avancem.

“A expectativa é a de que possamos ter um entendimento mais rápido do que o ano passado, até porque há um saldo positivo no setor, segundo o próprio empresariado. Saímos com a definição de uma nova rodada de negociação na Superintendência Regional do Trabalho, no dia 11 de março, com o compromisso de que todos os setores do patronato participarão”, explica Ronildo Almeida.

Segundo o dirigente sindical, o empresariado precisa entender que existem dívidas financeiras e sociais que devem ser zeradas numa respeitosa mesa de negociação.

“Os trabalhadores e trabalhadoras dão a sua contribuição, o seu suor, cumprem a sua jornada de trabalho, têm um papel determinante no crescimento e na consolidação das empresas. Cabe aos patrões entenderam esse processo, cumprirem a sua parte e avançarem nas negociações das convenções coletivas, zerando suas dívidas financeiras e sociais com a categoria”, destaca Ronildo Almeida.

Pauta – Entre as reivindicações dos trabalhadores estão manutenção de todas as cláusulas do acordo coletivo vigente; reajuste 100% pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais ganho real; PPL (Programa de Participação nos Lucros) e PPLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) discutidos democraticamente com os trabalhadores.

Há, ainda, ticket alimentação para todos os empregados, plano de saúde, redução da jornada de trabalho sem redução do salário e não ao banco de horas, entre outras cláusulas sociais.

 

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