Radialistas e jornalistas dizem ‘não’ à contraproposta patronal

campanha_salarial_2011Patrões só querem dar 5% de reajuste e nada mais; categorias aprovaram “estado permanente de assembleia” e ato na próxima

 

quarta-feira, em frente à Superintendência Regional do Trabalho

Em assembleia realizada na noite de ontem (01/06), radialistas e jornalistas rejeitaram por unanimidade a contraproposta apresentada pelo sindicato patronal no último dia 25/05, em reunião de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (STRE).

Os patrões oferecem apenas 5% de reajuste linear, inferior ao INPC acumulado no período (de maio/10 a abri/11), e nada mais em favor dos trabalhadores.

Os comunicadores de Sergipe pleiteiam 11,29% de aumento salarial, sendo 6,29% do INPC acumulado mais ganho real de 5%, além de outros pontos de pauta que sequer foram analisados pelo patronato (veja aqui a pauta dos jornalistas).

“Estamos apenas iniciando as negociações salariais, mas já começa mal, no sentido de que os patrões mais uma vez apresentam proposta rebaixada, como em todos os anos, e sempre com o velho choro de que as verbas de publicidade governamental caíram muito. Não somos trabalhadores de governos, mas de empresas. Outro problema é que mais uma vez o patronato não discute nenhum ponto da nossa pauta. Precisamos superar isso”, aponta George Washington Silva, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe.

Segundo Antônio Fernando Cabral, presidente do Sindicato dos Radialistas de Sergipe, não é possível aceitar mais que nenhum ponto da pauta dos trabalhadores seja levado em conta na discussão com os patrões. Cabral também refuta a tese patronal de que o ano tem sido ruim por conta da queda na arrecadação com publicidade, principalmente governamental.

“Temos dados que apontam que houve crescimento recorde do faturamento dos meios de comunicação no país, no ano passado, e que este ano já aponta um crescimento importante. Sergipe não é uma ilha isolada desse contexto. Sabemos que a nossa economia tem crescido e o faturamento das empresas também. Se a coisa está ruim, porque então eles não apresentam os números na mesa de negociação?”, questiona Cabral.

“Também não vamos aceitar que, este ano, mais uma vez, nenhum outro ponto da nossa pauta de reivindicações seja negociado. Chega de só discutir reajuste salarial. É preciso avançar”, completou.

Nova rodada e ato na SRTE

Na próxima quarta-feira, 08/06, às 10 horas, tem nova rodada de negociações entre trabalhadores e empresas de comunicação na SRTE. Na assembleia de ontem foi aprovada realização de um ato, em frente à Superintendência Regional do Trabalho, a partir das 8 horas, para chamar a atenção da sociedade para os problemas que atingem jornalistas e radialistas, principalmente o baixo piso das duas categorias.

Os trabalhadores também aprovaram uma pauta mais enxuta, que será apresentada aos patrões, e “estado permanente de assembleia”. Os dois sindicatos prepararam materiais (camisas, adesivos e praguinhas) para a campanha deste ano. O material já está disponível nas sedes dos sindicatos e também será distribuído com a categoria no ato de quarta-feira, bem como nos locais de trabalho.

Fonte: SINDIJOR-SE http://www.sindijor-se.com.br/ler.php?codigo=476

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